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quinta-feira, abril 17, 2008

quarta-feira, abril 09, 2008

o concerto do ano...obrg m.c.p.a.

Com uma sala esgotada, repleta de fãs que não viam um concerto deles há mais de 10 anos e fãs que nunca tiveram a oportunidade os ver, os Portishead foram recebidos com euforia. Do alinhamento fizeram parte alguns dos grandes clássicos como "Wandering Star", "Roads" e "Sour Times", juntamente com vários temas do novo álbum, que está prestes a ser lançado no mercado. Sem conhecer nada do novo álbum Third, com a única excepção do single Machine Gun, fiquei com uma impressão bastante positiva daquilo que ouvi: conseguiram criar algo que, sem fugir do universo sonoro que caracteriza a banda, soa a algo completamente novo. "The Rip" foi, para mim, a maior surpresa e um dos momentos altos do concerto, que encerrou com a fantástica "We Carry On" e a Beth Gibbons entregando-se completamente ao público, descendo do palco para cumprimentar tantas pessoas quanto conseguiu, na fila da frente! Um público eufórico, uma banda cheia de energia... um magnífico concerto! coliseu do Porto 26mar 2008

sexta-feira, abril 04, 2008

centro armado de investigação e reflexão de teatro


Quem Somos? O C.A.I.R - TE é um projecto contínuo e consequente com 10 anos ( dez ) anos de existência, 22 ( vinte e duas ) montagens de espectáculos realizadas, para além de animações de rua, teatro para a infância e escolas. Oficinas de iniciação ao teatro com montagens finais de espectáculos e participação em diversos festivais de teatro pelo país e estrangeiro assim como co-produções. Vimo-nos consolidando e firmando como um centro, um núcleo aglutinador ou simplesmente um ponto de partida para o estudo e a pesquisa teatral permanente onde o nosso pilar-mor se ergue e vive: 1º Da investigação do actor, capaz de potencializar, e tomar para si, a responsabilidade, e necessidade, de repensar as práticas e propósitos de um teatro essencial e urgente conciliando com eficácia o teatro com o público ( o homem ) na sua consciencialização, preparação, desenvolvimento, no confronto e diálogo com a sua realidade, a sua identidade cultural, social e o mundo que o cerca. 2º A valorização de uma dramaturgia inovadora, inédita, vigorosa e eficaz na percepção e comunhão do teatro com os seus anseios e inquietações do público a atingir. “Teatro em forma” que emerge fortalecido e afinado com as mudanças e transformações, que contracene e actue com o seu tempo. 3º Na revitalização cénica, através de acções e práticas interventivas capazes de experimentar mudanças, de pensar e contribuir para a renovação e dignificação da cena e do panorama teatral vigente. Promover estratégias e metas, associar o instrumento teatral com todo o seu poder de mobilização e transformação social (ou no máximo individual ), envolvendo e desenvolvendo recursos endógenos, participativos, junto das comunidades e do cidadão comum, carentes ou desprovidos do contacto e acesso a actividades e ofertas culturais, restritas aos grandes centros urbanos e circuitos oficiais da cultura, acima de tudo, sobre um horizonte mais amplo (popular), participativo, optimizando a diversidade. Sensibilizar e fomentar o gosto pelo teatro e a formação de novos públicos potenciais, prontos para serem tocados, trabalhados, na tomada de consciência do seu património cultural, nacional e universal, como portugueses e cidadãos lusófonos e do mundo. Proporcionar o intercâmbio, a interacção de culturas e todos os segmentos e facções da arte com o teatro. Teatro de difusão total, para todas as terras e povos, nesta viragem do milénio. 4º Divulgar e difundir a " Cultura Popular ". " O teatro reconstitui, dota o Homem – na afirmação total de seu poder de comunicação, expressão, sociabilização, crítica e consolidação de sua identidade cultural, política e social. A arte da representação é o livre exercício de apreender, compreender e interpretar a vida, o Homem, a sociedade e o mundo que o rodeia – potencializar o indivíduo ( o ser Social ) na experimentação plena de suas capacidades lúdicas e criativas, na sua coabitação com o colectivo e o social. " William Gavião

"songwriter"


Depois do sucesso com o álbum de estreia, Rosie Thomas aposta forte num álbum emocionalmente tão delicodoce quanto taciturno. As questões pessoais sobre a fé, a solidão, a fracturação, a morte ou o amor elevam-se serenamente com uma voz a exibir carência e coragem. Misturando a folk com o blues, eis então Rosie Thomas a fazer-nos seguir em frente com as nossas vidas, as nossas questões, as nossas emoções. Tão etéreo e ambiental quanto folk, acústico e confessional, Rosie Thomas rodeia-se de silêncios, coros, teclas de órgão a perdurar infinitamente uma só nota e, claro, aquela voz macia, meiga e calorosa. É Rosie Thomas em pleno estado de graça. E nós, felizmente, estamos cá para ouvi-la com ”Only With Laughter Can You Win”. O confronto consigo mesmo, com a vida, a fé, o amor, a desilusão... “Only With Laughter Can You Win” chega a ser quase um álbum terapia, um álbum-prazer, um álbum tão doce e angelical quanto verdadeiramente dilacerante. A quem semeia ou cultiva qualquer tipo de fé não será difícil apaixonar-se por ele. Aos mais cépticos no homem, num qualquer Deus, no futuro ou até nos sentimentos humanos, a esses impossivelmente estará aberta a voz de Rosie Thomas... e daí, quem sabe?

terça-feira, abril 01, 2008

"breu" uma curta metragem de Jeronimo R. Rocha

"a vida secreta das palavras"

A Vida Secreta das Palavras Distinguido no Festival de Veneza 2005 com o Prémio Lina Mangiacapre, e nos Goya de 2006 com cinco galardões (Melhor Filme, Melhor Realização, Melhor Argumento e Melhor Direcção de Produção), "La Vida Secreta de las Palabras" é assinado pela catalã Isabel Coixet, que revisita neste drama sólido, e sem edulcorantes, a dor e os traumas de guerra. - Será possível viver com as memórias do horror, conviver com as consequências do mal? Esta é uma das perguntas que a película coloca, sem optar por respostas fáceis. A avaliar pela história, há quem consiga sobreviver e quem prefira desaparecer, como o homem que se atira às chamas na primeira parte do filme. Sarah Polley, Tim Robbins e Javier Cámara são os actores (magistrais), através dos quais somos convidados a analisar à lupa o sofrimento humano, num filme com uma atmosfera densa, rodado com mestria, com a câmara a tiracolo e um excelente uso da luz a reforçar a carga dramática. De início conhecemos Hanna (Polley), uma mulher jovem que trabalha numa fábrica têxtil. Introvertida, bastante neurótica, e excessivamente zelosa da sua intimidade, é intimada pelo patrão a tirar umas férias. Viaja até à beira-mar e, enquanto almoça num restaurante, ouve falar de um acidente que aconteceu nas proximidades, numa plataforma petrolífera, onde só trabalham homens. Quando fica a saber que precisam de uma enfermeira por um curto período de tempo, oferece-se, mal sabendo que a escolha lhe valerá um encontro imprevisto que mudará para sempre a sua vida. É assim que acaba a cuidar de Josef (Tim Robbins), um homem que sofreu uma série de queimaduras graves, e que ficou temporariamente cego, e com uma enorme mágoa. Uma estranha intimidade cresce entre os dois, alicerçada numa teia apertada de segredos, verdades, mentiras, humor e dor, e nenhum dos dois sairá incólume desta relação... Dor, solidão, obscuridade, silêncio, amor, lágrimas, esperança são tudo palavras que cabem nesta história, onde ainda há espaço para falar do súbito silêncio que se produz antes de uma tempestade; de vinte e cinco milhões de ondas; de um cozinheiro espanhol (Javier Cámara) e um ganso. E acima de tudo, sobre o poder do amor, mesmo nas mais terríveis circunstâncias. Na nota de intenções do filme, a realizadora remete a mensagem para uma frase de Lê Thi Diem Thúy, escritor vietnamita: "Deixa que a palavra seja humilde, saibam que o mundo não começou com palavras, mas sim com dois corpos abraçados, um chorando e o outro cantando".

cinema

(15:20) Stephen Sommers (A Múmia) deve estar à procura de uma estafa. Segundo a Variety, o cineasta se comprometeu com mais um projeto, a refilmagem do clássico de ficção-científica When Worlds Collide, de 1951. No Brasil, o longa chegou a receber mais de um título, sendo o mais fiel ao original Quando Mundos se Chocam. No filme, astrônomos descobrem que um planeta invadiu o Sistema Solar e está em rota de colisão com a Terra. Como o governo se nega a tomar uma providência que vá causar pânico geral, um grupo de empresários decide bancar a construção de uma grande nave na qual alguns escolhidos deixarão o planeta para tentar a vida em outro lugar. Sommers vai escrever o roteiro e dirigir o remake, e a pré-produção deve começar o mais rápido possível. Revezando entre as funções de diretor, roteirista e produtor, ele está envolvido em diversos trabalhos, como Flash Gordon, Les Victimes, Proximity Effect e Magic Kingdom for Sale. Steven Spielberg está assumindo as rédeas de When Worlds Collide, mais uma refilmagem de uma ficção-científica dos anos 50 para sua carreira. O diretor de Guerra dos Mundos assinou com a Paramount, segundo a Variety, para substituir Stephen Sommers, que trocou o projeto pela comédia de ação A Night at the Museum, da Fox. Porém, Spielberg ficará apenas com o cargo de produtor, inicialmente. Há a opção para ele dirigir, mas como o cineasta já tem em vista Abraham Lincoln e Indiana Jones 4 para depois de Munique, não se sabe se ele realmente ficará no comando.